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ADORAÇÃO

“Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento e de todas as suas forças.” (Marcos 12.30)

 Ao abordarmos este tema, precisamos ter em mente que fomos criados para adorar e glorificar a Deus. Adoração é mais que um momento, trata-se de um estilo de vida para todo o cristão!

Introdução

    Você deve se lembrar do filme Moisés, o príncipe do Egito, do cineasta norte-americano Steven Spielberg. Uma das cenas especialmente linda é a que registra  o momento em que o povo, livre da escravidão, sai do Egito, cantando em hebraico, rumo à terra prometida. Você se lembra dessa cena? Se não vou refrescar a sua memória ou aguçar para aqueles que não assistiram agora.
    A exemplo do povo israelita, nossa adoração deve expressar verdadeiramente gratidão pela graça que o Senhor nos concedeu ao libertar-nos do pecado.
    A adoração é tema recorrente em toda a Bíblia (por toda a Bíblia ressurge este tema). Na verdade, podemos afirmar que se trata de um dos assuntos prediletos do próprio Deus. E não poderia ser diferente já que esse é o propósito da criação do ser humano. Fomos criados para glorificar ao Senhor (Isaías 43.7). Por isso adorar é um dos propósitos essenciais da igreja de Jesus Cristo e, conseqüentemente, de nossa vida como cristãos.
    Adoração é, portanto, “o transbordar de uma coração grato, impulsionado pelo sentimento do favor divino”. (Dr. Russel Shedd) Também significa servir (latreia).

Obstáculos à verdadeira adoração

    Porque a adoração alegra tanto o coração de Deus, é natural que enfrentemos obstáculos para expressá-la verdadeiramente. Trata-se de um tema que incomoda Satanás. Precisamos, portanto, estar atentos. Vejamos alguns destes obstáculos abordados pelo dr. Shedd: incoerências de vida, exterioridades e tradicionalismo, rotina/ritual, mundanismo, pecados não confessados, ingratidão, preguiça, desinteresse e negligência.

TEXTO: NEEMIAS 8.1-12 (fazer leitura)

ADORAÇÃO COMUNITÁRIA
Neemias 8.1-12
PROPOSIÇÃO: A adoração comunitária deve ser oferecida a Deus como por uma só pessoa.
A adoração é comunitária quando:
1. A comunidade participa dela ativamente (v.6)
    “Esdras louvou o Senhor, o grande Deus, e todo o povo ergueu as mãos e respondeu: ‘Amém! Amém!’ Então eles adoraram o Senhor, prostrados, rosto em terra”.
    Um culto realizado na praça, ao “ar livre”, e dele o povo participou intensamente levantando as mãos, dizendo amém, inclinando-se, adorando, orando e prostrando-se em terra.
    Foi também um culto longo (v.3), de aproximadamente sete horas (e hoje muitos acham os cultos em suas igrejas longos).
    Para que a adoração seja comunitária, o povo precisa interagir, envorver-se ativa e espontaneamente em toda a celebração.

2. A comunidade compreende a Palavra do Senhor (v.7,8):

    “Os levitas Jesua, Bani, Serebias, Jamim, Acube, Sabetai, Hodias, Maaséias, Quelita, Azarias, Jozabade, Hanã e Pelaías instruíram o povo na Lei, e todos permaneciam ali. Leram o Livro da Lei de Deus, interpretando-o e explicando-o, a fim de que o povo entendesse o que estava sendo lido”.
    A leitura e a compreensão das Escrituras são elementos essenciais na adoração comunitária. O verdadeiro adorador sabe por que adora a Deus! Entretanto, não basta apenas ouvir e compreender. É preciso aplicar à vida os princípios bíblicos. Deus fala com cada um, individualmente.

3. Cada membro da comunidade consagra sua vida (v.9,11):

    “Então Neemias, o governador, Esdras, o sacerdote e escriba, e os levitas que estavam instruindo o povo disseram a todos: ‘Este dia é consagrado ao Senhor, o nosso Deus. Nada de tristeza e de choro!’ Pois todo o povo estava chorando enquanto ouvia as palavras da Lei [...] Os levitas tranqüilizaram todo o povo, dizendo: ‘Acalmem-se, porque este é um dia santo. Não fiquem tristes!’”
    Reserve o momento do culto e consagre-o unicamente para adorar ao Senhor. Concentre-se apenas na Palavra. Enquanto adoramos, Deus também fala conosco. Sua presença no culto não deve ocorrer por obediência a rituais ou costumes, mas devemos participar de fato, adorando, agradecendo e pedindo perdão por nossos pecados.
    Se saímos de uma celebração ao Senhor como entramos, então nossa participação não foi efetiva. A comunhão com o Senhor traz transformação, pois ele é o Deus vivo!
4. A comunidade celebra em comunhão (v.10):
    “E Neemias acrescentou: ‘Podem sair, e comam e bebam do melhor que tiverem, e repartam com os que nada têm preparado. Este dia é consagrado ao nosso Senhor. Não se entristeçam, porque a alegria do Senhor os fortalecerá’”.
    Nossa adoração precisa ser expressa também na comunhão cristã dos salvos em Jesus. Comamos juntos, repartamos com os que nada têm, deixemos as tristezas de lado. Façamos tudo na alegria do Senhor. Vivendo a vida cristã com prazer e saúde!
5. A comunidade celebra com alegria (v.12):
    “Então todo o povo saiu para comer, beber, repartir com os que nada tinham preparado e para celebrar com grande alegria, pois agora compreendiam as palavras que lhes foram explicadas”.
  O Senhor é nossa alegria. Celebremos com alegria, porque nós entendemos a Palavra de Deus. Neemias exorta o povo a não chorar. Celebração é festa!

Conclusão

    Precisamos viver a adoração comunitária. Não termos pessoas reunidas adorando individualmente no culto em comunidade.
    A adoração comunitária reflete participação, crescimento e celebração. É visivelmente perceptível. 


Pastor Reinaldo Figueiredo Leareno


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