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A força na hora da fraqueza

Pr. Jacson Irio Andrioli

“Por isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas, nos insultos, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias. Pois, quando sou fraco é que sou forte. ” (II Coríntios 12.10)

A Fé cristã é cercada de contradições, onde vemos alguns absurdos. Você consegue sentir prazer em suas fraquezas? Nas suas injúrias? Nas suas necessidades? Nas suas perseguições? Nas suas angústias?

Parece-nos um caminho bem incoerente! Mas o prazer e alegria de Paulo vêm de uma fonte: a certeza de que todas elas cooperam para o bem!

“Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito.” (Romanos 8.28)

Paulo nos aponta o caminho da contra mão. Na estrada do pecado, o encanto é o que fortalece o elogio falso, o “ter” e não o “ser” é o que valem. Na estrada do Senhor que leva à vida eterna,  a humildade, o amor e a obediência é que farão a diferença.

A história que inicia com Adão mostra-nos o ser humano sempre desejando o topo, isto é a superioridade. O pecado intoxicou o ser humano com o vírus da grandeza, e me perece que não gostamos de viver nos vales. Por exemplo, a Torre de Babel, a corrida para a Lua, o poder bélico é exposto com prazer e a riqueza. Ostenta-se para convencer que somos importantes ou coisa parecida.

No contexto, o apóstolo Paulo havia subido até o terceiro céu. Até então ninguém havia subido tão alto. Ser singular é um risco sem tamanho. Quem quer ser o melhor sofre demais com a competição. Tudo indica que Paulo era o único nesta escalada sem limite e agora estava em sério perigo. Quanto mais alto, maior é o tombo.

Foi aí que Deus percebeu a necessidade de uma interferência. Enviou, da parte de Satanás, um espinho na carne do “super-Paulo”, ameaçado de se exaltar. Ele precisava ser quebrantado de verdade.

No reino da graça ninguém pode se considerar melhor, maior ou mais ilustre do que os outros. O evangelho propõe o esvaziamento do ego. O caminho que nos leva à glória de Deus é diferente do caminho do mundo, é pra baixo.

Veja Jesus: o próprio Filho de Deus precisou passar pelo esvaziamento para nos tocar.

Paulo não entendeu,  a princípio,  o método de Deus, por isso, orou três vezes pedindo a cura de suas dores.

“Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito.”  (II Coríntios 12:9.)

Queridos irmãos,  Paulo queria se livrar do sofrimento. Mas sem dor não pode haver quebrantamento. O pecado nos tornou pretensiosos, queremos o sucesso e não os bastidores. Nós buscamos, sem perceber, ser notados por outras pessoas, sendo assim temos dificuldades com o anonimato, com a ausência do reconhecimento.

Um nanico me perguntou certa vez: – você me viu na coluna social? Há muitos que pagam aos cronistas para serem anunciados e fotografados. Outros não agem assim, embora desejam uma cadeira no parlamento, um título de nobreza, um diploma de mestre, uma presidência no sindicato ou até ser síndico de um prédio. Tudo isso para serem o centro das atenções…    Lamentável, Jesus, nosso modelo não agiu assim.

“A soberba (arrogância) precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda.” (Provérbios 16:18)

O ser humano tem um apetite grande por ser louvado e reconhecido, e para isso muitas vezes deixamos nosso orgulho disfarçado de humildade. Surge ai um perigo na fé cristã, a arrogância vestida com roupas esfarrapadas!

Deus se importa bem mais com o homem que pensa menos em si! Pensa menos em si porque já foi crucificado com Cristo. Quebrantamento não é rebaixamento. Para Agostinho de Hipona, a suficiência dos meus méritos está em saber que os meus méritos nunca serão suficientes. O meu aviltamento (desonra) pessoal pode ser uma tática de elevação perante a opinião pública, enquanto o quebrantamento é uma demolição promovida pelo próprio Deus.

O Senhor percebeu que necessitava quebrar o apóstolo Paulo e mantê-lo quebrado até o final. O orgulho é um desejo perverso, mas como disse Agostinho, a humildade é a ausência de qualquer desejo de ser reconhecido.

Para conservar Paulo humilde, o Senhor convocou um mensageiro do inferno, a fim de humilhá-lo de modo severo e exemplar. Paulo não se humilhou perante o Senhor, na verdade foi humilhado. Raramente, aceitamos a humilhação como algo benéfico. Nunca achamos justa a humilhação, mas é aqui que se encontra a legítima escola de aprovação dos discípulos de Cristo.

Jesus disse certa vez: “Pois todo o que se exalta será humilhado, e o que se humilha será exaltado”. (Lucas 14.11)

Por causa do pecado o ser humano sempre procura se exaltar. Como já falamos antes, nós nos engrandecemos até em nossa aparente humildade. Sendo assim, todos nós precisamos ser humilhados. Só os humilhados por Cristo crucificado podem se humilhar de fato diante do Senhor. Sem a humilhação patrocinada pelo Todo-Poderoso não haverá humildade legítima no coração. Muitos de nós falamos da humildade sem experimentarmos ela de fato. Cuidado, pois isso pode ser confundido por falsa modéstia.

Agostinho disse também que a humildade é a virtude cristã que aquele que a tem, não sabe que a tem de verdade; pois no dia que ele souber que a tem, vai se orgulhar de sua humildade.

A lição do quebrantamento no cristianismo é que o Senhor vai nos quebrantar para chegarmos a verdadeira humildade. O quebrantamento no evangelho da graça é a retirada do orgulho da alma pela cruz de Cristo. Precisamos ser esvaziados de nossa força egoísta até chegarmos à fraqueza total. Quando estivermos em astenia plena entramos no terreno da Onipotência Divina.

No quesito fraqueza  todos os crentes em Cristo são constrangidos à dependência de Deus e, deste modo, todos nós nos tornamos supridos por seu poder que opera em nós e através de nós. No reino da graça só os inteiramente fracos podem ser fortalecidos pela providência soberana e toda poderosa do próprio Deus.

A expressão: quando eu sou fraco, então é que sou forte, significa que, não podemos nada por nós mesmos. “Tudo posso naquele que me fortalece.” (Filipenses 4:13)

Assim, no Reino de Deus, a fortaleza encontra-se na fraqueza. A pessoa mais poderosa que já viveu aqui na terra não foi o super-homem e nem a mulher maravilha, mas sim aquela que em sua fraqueza completa, depois de seu total esvaziamento voluntário, dependeu totalmente do poder de seu Pai Celestial.

Fraco não é aquele que tem falta qualquer força física, mas aquele que, mesmo tendo muita força, abriu mão dela para depender apenas do poder de Deus. A força da fé cristã encontra-se na dependência Divina. A fraqueza da pessoa permanece atrelada à humilhação promovida pelo trono da graça. Quando somos humilhados nos tornamos fracos e consequentemente dependentes do poder absoluto de Deus.  A humildade é a bênção que nos leva à fraqueza. É conviver aqui na terra com as fraquezas do dia a dia, mas dependendo do poder Eterno de Deus.

Se eu e você admitirmos nossa fraqueza de verdade, mas junto com ela admitirmos nossa dependência totalmente do poder de Deus, então estamos diante de uma superpotência; de alguém com um poder gigantesco, capaz de fazer qualquer coisa que Deus quiser.

Uma pessoa totalmente fraca, nas mãos de Deus, acaba se tornando em um ser que pode tudo aqui na terra. A nossa real fraqueza debaixo da promoção absoluta de Deus se constitui na mostra da onipotência divina na impotência humana.

O nosso modelo é Cristo, do começo ao fim. Uma vez que nós morremos e ressuscitamos juntamente com ele, toda a nossa história depende desta vida compartilhada.

“Pois, na verdade, foi crucificado em fraqueza, mas vive pelo poder de Deus. Da mesma forma, somos fracos nele, mas, pelo poder de Deus, viveremos com ele para servir a vocês.” (II Coríntios 13.4)

A humildade não nos faz melhores que ninguém, mas nos faz diferentes de muitos! Viva sua fé de forma humilde e constante na presença do Senhor afim de que Ele seja a força em sua vida!

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