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Deixando as pedras

Pr. Jacson Irio Andrioli

Quando eu era garoto tinha um bornal, uma pequena bolsa, onde colocava um monte de pedras para atirar com meu estilingue, fazendo apostas com meus amigos quem acertava em alvos ou lançava a pedra mais longe. Quando enjoávamos de atirar com o estilingue lançávamos estas pedras com as mãos.
Mas, parece que muitas vezes eu e você também trazemos conosco pedras… Calma eu vou te explicar!!! Muitas vezes lançamos pedras depois de julgarmos pessoas e suas atitudes. As pedras nada mais são que nossas palavras, opiniões e julgamentos. Nas Escrituras Sagradas temos um exemplo bem claro dessa atitude.

Vamos ler os versículos de: João 8.1 a 11

A pergunta que não se cala: Atirar ou não atirar pedras em uma mulher pega em flagrante pecado? Essa era a pergunta que aqueles homens faziam a Jesus.
Precisamos prestar atenção a alguns detalhes, pois sem eles seremos iguais aos homens que indagavam a Jesus.

1. Detalhes:

  • Jesus tinha passado a noite em oração no Monte das Oliveiras. Esta era uma prática comum de Jesus, que se afastava de tudo e de todos para ter um momento de intimidade com Deus Pai;
  • Jesus estava ensinando o povo junto ao templo;
  • Os escribas e fariseus trouxeram a mulher adúltera; Vamos abrir um parêntese aqui: Quem eram os escribas e fariseus? Escribas eram copistas, homens que faziam cópias de tudo que era documento, inclusive das leis de Moisés. Os Fariseus eram membros de um grupo judaico que seguia as leis de forma rígida.
  • Se temos uma mulher adúltera, onde estaria o homem que adulterou com ela?
  • Eles tentam colocar Jesus em uma situação complicada usando o fato do adultério e a lei de Moises;

V. 6 “Mas Jesus inclinando-se, escrevia na terra com o dedo.”

Jesus estava tentando ensinar àqueles homens que todos somos iguais, que viemos do mesmo lugar e que ninguém é melhor que ninguém.

2. A Mulher adúltera é conduzida até Jesus

Neste fato narrado no livro de João, vemos somente a mulher adúltera sendo trazida ao mestre. Desta forma os fariseus estavam agindo com hipocrisia, machismo ou estavam simplesmente querendo acobertar alguém. A lei exigia que fosse apresentado o casal adúltero.

“Também o homem que adulterar com a mulher de outro, havendo adulterado com a mulher do seu próximo, certamente morrerá o adúltero e a adúltera.” (Levítico 20:10)

Jesus sabia que para aqueles homens o que menos importava era a mulher, pois eles queriam testar a Jesus. Leia Deuteronômio 22.22-24.
Certamente o medo e o repúdio assombravam o coração daquela mulher. No contexto da época, o repúdio, para a mulher, mesmo que legalizado, era quase que ser “jogada ao vento”. Assim alguns homens judeus da época, usavam e consumiam com a juventude de suas mulheres. Quando já não suportavam mais repudiavam-na por qualquer motivo e procuravam outra mulher mais nova.

Não sabemos quais foram as promessas que o homem havia feito a ela, talvez palavras doces e bonitas, talvez tudo o que não ouvia em casa, mas uma coisa é certa: o coração falou mais alto e ela se deixou levar por uma paixão…

Agora, olhe para sua vida, quantas vezes nos deixamos levar por nossos corações e cometemos erros…Quem é melhor do que quem?
Mas, aqueles homens não entenderam que o Mestre estava ensinando que nem sempre as palavras são necessárias. Ensinava com o dedo na terra, dizendo do pó vieste e para o pó retornarás…

3. O amor que perdoa

Diante da dificuldade de entendimento dos fariseus e escribas, bem como muitas vezes de nossa própria compreensão com aquilo que Jesus nos ensina, Ele se levantou e deu uma única resposta:

“Quem acha que é diferente e não tem pecado, atire a primeira pedra.”

E, voltando ao chão tornou a falar com os dedos.
Somente desta forma, aqueles acusadores conseguiram escutar e entender que todos somos pecadores e merecedores de pedradas.
A resposta deles e a compreensão foi de deixar as pedras, pois eles também eram merecedores de boas pedradas, assim como cada um de nós aqui.
Abaixaram suas cabeças e foram embora, um por um, ficando somente O Mestre e aquela mulher que também voltou para sua casa viva e absolvida.

Conclusão:

Mais de dois mil anos se passaram e as pedras insistem em voltar para nossas mãos.Quantas vezes nos tornamos, ou nos achamos no direito de ser instrumento de juízo quando somos chamados para apresentar a misericórdia?
Os problemas do dia a dia, a frieza, o desamor, a raiva, as disputas, os valores invertidos, a hipocrisia, os desejos, nos fazem esquecer do princípio do perdão…
A vida é como uma roda gigante: um dia estamos lá em cima e no outro estamos lá embaixo.Somos todos iguais, dependentes da mesma cruz e do mesmo sangue sobre ela.
Esta é uma verdade que deve ser ensinada e reensinada, repetidas vezes para não ser esquecida: “vai e não peques mais”.
Cuidado: hoje pode ser que você esteja com a pedra nas mãos, mas amanhã, quem sabe, seja você com ela apontada para sua cabeça!
Deixemos para O Justo Juiz o juízo!
A nós, cabe a pacificação, a misericórdia, o amor, o perdão.
Ceder, abrir mão, ainda que se tenha a razão. Mas será que ter a razão é tão importante assim?
É hora de deixarmos as pedras, estender a mão ao caído e, até mesmo, carregá-lo se for necessário e assim anunciar o evangelho da Paz.

“Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós.”  (Mateus 7.1-2)

Menos julgamento, mais amor…

“Por isso te digo que os seus muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco é perdoado pouco ama.” (Lucas 7.47)

 

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